Netflix | Release Date (Streaming): October 5, 2022
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alanpotter17Mar 2, 2023
John Lee Hancock tem em mãos um material do Stephen King que mescla um pouco da crítica social à globalização informacional e os desdobramentos da tecnologia com uma ficção científica de tons macabros, sem a necessidade de uma explicaçãoJohn Lee Hancock tem em mãos um material do Stephen King que mescla um pouco da crítica social à globalização informacional e os desdobramentos da tecnologia com uma ficção científica de tons macabros, sem a necessidade de uma explicação sobre a metafísica criada no enredo (o que não torna o filme ruim), conseguindo com isso criar um filme muito bem feito.
As atuações estão ótimas, especialmente do Donald Sutherland (que faz o Sr. Harrigan), roubando a cena a cada aparição em sua contida atuação, mas sempre bem precisa. Ele desenvolve uma amizade com um garoto, pagando-o para que ele leia livros pra ele, uma vez que sua visão já não dá conta de fazer o serviço. E assim o filme vai cadencialmente criando a ligação necessária entre ambos, até o dia em que o garoto Craig, interpretado muito bem por Jaeden Martell, lhe dá de presente um celular, o que é o estopim para uma nova roupagem da trama.
A partir de então, muito por conta da visão de King, discute-se o papel das tecnologias na vida moderna, sempre de uma forma muito didática e de fácil entendimento ao grande público. A narração em off também incomoda pelo excesso de explicações, o garoto Craig a toda hora vai narrando os seus passos e sentimentos, se por um lado contribui para entendermos sua visão, por outro lado mostra uma insegurança do diretor com o seu material em tela, poderia ser mais econômico na narração, uma vez que o filme está bem clean e as atuações conseguem transmitir os sentimentos necessários.
O celular acaba sendo um protagonista importante, mas ele é apenas o símbolo de uma tecnologia que, na maioria das vezes, não dominamos, ao contrário, estamos escravos dela. No filme, isso é levado ao extremo, incluindo mortes, logicamente com a suspensão de toques de realidade para criar toda a atmosfera de horror necessária, e isso acrescenta o filme, já que começa meio frio e vai se tornando um suspense agradável de ver.
Não espere aqui cenas horripilantes, não é a proposta. Craig tem acertos familiares para lidar, como em relação à mãe e ao pai (este um pouco esquecido do roteiro), bem como em sua nova fase do ensino médio, e seu amadurecimento se confronta com a ascensão dos smartphones, uma artefato que carrega alto potencial destrutivo.
O filme não tenta aprofundar o tema, mas é o suficiente para pensarmos sobre o poder devastador dos aparelhos eletrônicos, e talvez tudo não passe de uma metáfora simbolizando nossa autodestruição para as tecnologias que nós mesmos criamos. Bom filme.
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