HBO Documentary | Release Date (Streaming): June 21, 2023
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alanpotter17Jun 23, 2023
As intersecções entre gênero, sexualidade, cor, classe social e etnia, até mesmo geracional, são postas em destaque em um documentário feito com alma e coração, sentido pelos mais sensíveis poros. A direção fica por conta de Kristen Lovell eAs intersecções entre gênero, sexualidade, cor, classe social e etnia, até mesmo geracional, são postas em destaque em um documentário feito com alma e coração, sentido pelos mais sensíveis poros. A direção fica por conta de Kristen Lovell e Zackary Drucker, ambos retratando o que viveram, e dando vozes aos personagens de forma clara e límpida.
Este documentário é o exemplo típico de que não necessariamente a abordagem de um tema sob determinado ponto de vista, e não de outro, vai ser ruim ou soar parcial. O roteiro vai conduzindo o espectador para sentir a dor e o flagelo do outro, com seus percalços próprios. É um exercício de empatia.
Achei elegante a forma como citou e mostrou a Rupaul navegando naquele universo, com todo o respeito à carreira dela, mas certamente cutucando na ferida: olhares externos nunca vão ter o peso dos próprios indivíduos narrando suas histórias. É certo que tantos outros documentários e representações são feitas com o intuito consciente de ser mesmo uma narrativa externa, feita para agradar o público ou ao menos entreter-lhes, seja em tom de humor ou em tom de drama. Só mostra o quanto produções deste tipo, contando com os relatos nativos, são extremamente necessários.
O focos no indivíduos já é posto didatica e explicitamente nas primeiras falas, a partir daí vamos seguindo os relatos.
Usando uma linguagem compreensível (sem muito exagero no pajubá, ou pelo menos eu que entendo um pouco, não senti dificuldade), achei meio pasteurizado, porém muito digno, e não afetou a credibilidade do todo. Com palavrões, histórias pesadas, e muito humanismo, o filme também abre espaço para discurso de moradores locais e da polícia, que de certa forma é um contraponto ao argumento apresentado, mas em nenhum momento chega a abalar o lado proposto, já estamos altamente envolvidos.
Lágrimas e aplausos ao final, demonstram a importância que audiovisuais como esse podem afetar identidades tão dissidentes, que geralmente não tem espaço para contar suas histórias.
É delicado na medida certa, com arestas aparadas para garantir uma boa sessão. Se ficou "clean" demais para o padrão queer, pouco importa. Ter uma produção dessas acessível ao grande público é esfregar na cara da sociedade suas hipocrisias, mostrando que por trás de putas, viados, sapatões e transgêneros em gera, há seres humanos incríveis, com suas histórias de vida, seus rostos, suas famílias, suas formas de sobrevivência na luta pelo espaço. É um pequeno retrato numa rua específica de Nova York, mas que ajuda a pensar uma comunidade inteira.
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