A24 | Release Date: November 18, 2022
7.0
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j1trainNov 30, 2022
Fine performances from Gabrielle Union and Jeremy Pope, but it otherwise feels clunky and clichéd.
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6
alanpotter17Jun 15, 2023
É louvável o esforço do diretor Elegance Bratton em narrar a própria história, e com a ajuda da produtora A24, teve liberdade em expor seu posicionamento, tendo vivido um jovem negro e gay em plena América de Bush, vivenciado a experiência deÉ louvável o esforço do diretor Elegance Bratton em narrar a própria história, e com a ajuda da produtora A24, teve liberdade em expor seu posicionamento, tendo vivido um jovem negro e gay em plena América de Bush, vivenciado a experiência de servir como fuzileiro naval. Sem optar mor modelos de concessão, como a tensa relação com a mãe, que se mantém firme e não romantizada, o filme segue sendo um amontoado de memórias no quartel, expondo a homofobia e a rotina pesada de preparação para "monstros" (como diz um dos sargentos), ainda que aqui e ali tenha pinceladas naquele microuniverso.
Jeremy Pope consegue acertar no tom entre o gay que precisa manter-se na linha heteronormativa mesmo com trejeitos que soltam aos olhos, mas que não servem para criar caricaturas, ao contrário, mostram conseguiu passar a realidade de muitos gays. Numa cena rápida no vestiário, tudo veio à tona, e na hora que precisa ser mais intimista o filme ora derrapa ora passeia em lugar comum.
A título de injusta comparação, pega-se "A outra história americana", que tem uma cena de estupro em um banheira digna de suar a espinha, numa das melhores cenas de violência já feitas. Como o diretor aqui não tem toda a experiência e o tato para criar uma dimensão mais épica para seu "coming out", o que seria o ponto chave do filme acaba sendo mais uma cena genérica entre tantas que se repetem, como um amontoado de ideias que pouco guardam conexão entre si, tanto é assim que nas cenas seguintes os colegas o expulsam do quarto mas depois já convivem com ele. Para onde nosso protagonista foi passar a noite? Não sabemos. O tom episódico impera, tal qual várias esquetes sendo interpostas para vivenciarmos aquela realidade.
Assim, de quadro em quadro vamos acompanhando o sofrimento do jovem, a inveja de alguns, o desejo de outros, como numa cena fria em que um dos sargentos se sujeita a um sexo oral, mas nada com apego o suficiente para criar um romance. Aliás, ponto positivo para o filme, que por se tratar de um estudo autobiográfico, sabe muito bem aonde quer chegar, ou seja, explora as dores e a pressão do local sobre aquele corpo, não cai em armadilhas fáceis e piegas.
Gostei muito do trato dado à mãe, talvez seja o que há de melhor no filme, um retrato cru e visceral, sem redenção. Há também uma autoconsciência de que todo aquele teatro de farda não passa de uma performance de corpos adestrados, com a parabenização de seu comandante ao final trazendo a ideia de dever cumprido, de que o sofrimento faz parte de um protocolo.
O que me incomoda mesmo não é apenas o tom episódico dos fatos e as interações das cenas resvalarem para o lugar comum, mas principalmente o fato do filme reforçar o mainstream e traduzir o "American way of life" como nos filmes mais tenebrosos de guerra. Diretores como Clint Eastwood, por exemplo, conhecido pela visão conservadora, ainda assim conseguem trazer à tona uma discussão que nos faz refletir sobre o caminho conduzido pelas armas e pela força bruta, pondo diante do espelho o seu próprio país.
Infelizmente em "The inspection" não há este salto qualitativo do particular ao geral, embora com muito esforço é possível traçar um saldo da América armamentista e imperialista, esperava mais de um filme que tem a liberdade para discutir a opressão de forma inclusive multicultural. Nesse sentido, trabalhos como "Moonlight" poderiam servir de referência, o que acabou por tornar este exemplar mais um filme genérico de superação pessoal.
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